Por Cleiton Prestes Atualizado em 26 de fevereiro de 2026
Ibovespa recua em meio à cautela global
O Ibovespa operou em queda ao longo do dia, pressionado principalmente por Vale e Petrobras, que refletiram o recuo das commodities no exterior. Por volta das 11h50, o índice caía 0,7%, aos 189.922 pontos.
A queda do petróleo após aumento inesperado nos estoques dos EUA e a expectativa pela terceira rodada de negociações nucleares entre EUA e Irã adicionaram volatilidade ao mercado. Mesmo com o recuo, os contratos futuros da commodity ainda acumulam alta próxima de 15% em 2026, sustentados pelo risco geopolítico.
💵 Dólar volta a subir com foco nas tensões EUA–Irã
O dólar comercial abriu o dia em alta de 0,12%, cotado a R$ 5,1307, influenciado diretamente pelas negociações entre Estados Unidos e Irã em Genebra. A possibilidade de escalada militar mantém investidores em busca de proteção, fortalecendo a moeda americana.
Mais tarde, por volta das 11h30, a moeda avançava 0,23%, negociada a R$ 5,1370, enquanto o Ibovespa recuava ainda mais.
Além do cenário geopolítico, dados dos EUA mostraram estabilidade no mercado de trabalho, com pedidos de auxílio-desemprego abaixo do esperado, reforçando a percepção de economia aquecida — fator que tende a sustentar o dólar globalmente.
🌍 Mercados internacionais mistos
As bolsas europeias operaram em alta, enquanto os futuros americanos recuavam levemente, mesmo após resultados acima do esperado da Nvidia, que seguem influenciando o sentimento global em tecnologia.
O petróleo recuou antes da reunião da Opep+, marcada para domingo, e das negociações nucleares entre EUA e Irã. Já o minério de ferro registrou leve alta.
🏛️ Destaques no cenário doméstico
- O governo brasileiro elevou tarifas de importação sobre mais de 1.000 produtos, com foco em eletrônicos.
- A Câmara aprovou o acordo comercial Mercosul–União Europeia, reacendendo debates sobre competitividade e impacto econômico.
🏢 Balanços corporativos movimentam o dia
Copasa
A empresa apresentou um trimestre operacional levemente abaixo do esperado, com EBITDA de R$ 731 milhões, mas lucro líquido acima das projeções, impulsionado por efeitos cambiais e menor alíquota de imposto.
Rede D’Or
Registrou um 4T25 sólido, com crescimento de 20% no EBITDA ajustado, apesar de pressão de custos na divisão de hospitais. A SulAmérica novamente se destacou com desempenho acima do previsto.
Nu Holdings
O trimestre foi considerado misto, com menor espaço para ganhos de eficiência e maior pressão por investimentos em IA, o que pesou sobre a percepção do mercado.
🔎 Panorama geral do dia
O mercado financeiro brasileiro navegou entre fatores externos — tensões geopolíticas, dados econômicos dos EUA e desempenho de gigantes globais — e elementos internos, como cenário político e temporada de balanços. O investidor segue atento ao câmbio, às commodities e às próximas decisões diplomáticas envolvendo EUA e Irã, que podem redefinir o rumo dos ativos de risco nos próximos dias.
Gostou?
Compartilhe no seu LinkedIn e WhatsApp ou nos grupos de investidores e inscreva-se na nossa newsletter para receber o resumo do mercado diretamente no seu e-mail.


Deixe uma resposta